Britadeira – Sons de Favela

Britadeira – Sons de Favela

Música de periferia nacional e internacional no Sesc Pompeia

O projeto levou ao palco quatro artistas de renome da música periférica do mundo Titica (Angola), Wesli (Haiti), MC Carol (RJ) e ABRONCA (RJ). Criado para evidenciar talentos da cultura de periferia mundo afora, o Britadeira – Sons de Favela é o nome do projeto que toma conta do Sesc Pompeia. O evento traz programação internacional que destaca os maiores nomes da música produzida nas periferias da América Latina e da África.

O festival é uma co-criação assinada pelo Sesc São Paulo, Diletto Produções e Um Nome Produção. Em abril de 2018 os graves foram protagonistas de um grande intercâmbio musical, em que a precisão das linhas de guitarra haitianas encontra a força expressiva do novo rap nacional, e a batida frenética do kuduro se mistura à rebeldia revolucionária e erótica do funk carioca. Britadeira traz à cena referências da cultura de periferia no Brasil e no mundo, e propõe a envolvente mistura entre sons criados em locais distintos entre si geograficamente, mas que compartilham boas conformidades, seja no modo de produzir, na poética, ou pela simples irreverência.

 

Line-up

ABRONCA: jovem trio de rap feminino carioca subiu ao palco para apresentar suas rimas contundentes e beats dançantes. Slick, Jay e Mari são as ex-Pearls Negras, que retornam para relatar trajetórias negras e femininas no dia-a-dia periférico.

Wesli Band: comandada pelo cantor e multi-instrumentista haitiano Wesli Louissant, a banda de ragga e ska é formada por músicos de diferentes países da América Central (Cuba, República Dominicana,…), hoje habitantes canadenses, que passaram por processos migratórios. Deslocamentos humanos, portanto, são a tônica das enérgicas canções de Wesli, que junto à sua big band, prova porque é um dos mais badalados nomes haitianos em festivais e feiras de música mundo afora.

MC Carol: o funk carioca tomou conta do Britadeira, sob o comando da MC. Nascida em Niterói (RJ), a funkeira é presença garantida nos bailes da zona norte do Rio há quase cinco anos. Detentora de inúmeros sucessos, como ‘Minha Vó Tá Maluca’, ‘Bateu Uma Onda Forte’, ‘Jorginho Me Empresta a Doze’, e outros, o público pode esperar uma noite para descer até o chão.

Titica: ícone do kuduro angolano. Artista Trans e Embaixadora da ONU, a trajetória da cantora é revertida de forma alegre em seu show, que traz o mais repercutido som das ruas de Luanda atualmente.